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Perfil homogêneo de candidatos pode retardar diversificação e inovação nas empresas

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Conseguir um perfil diverso de colaboradores dentro das empresas tem sido o objetivo de muitos empregadores e recrutadores. Pesquisas comprovam que um ambiente mais heterogêneo pode ser benéfico para as companhias, levando à inovação e à produtividade. Por outro lado, ainda existe uma resistência dos contratantes em testar perfis diferentes de colaboradores e, nesse contexto, o profissional iniciante é a principal vítima deste ciclo, já que muitos currículos são descartados por conta do viés inconsciente, um conjunto de estereótipos sobre determinados grupos.

Sempre as mesmas pessoas

Antes do tema diversidade ser tratado com maior atenção, os processos seletivos de grandes empresas, principalmente para profissionais em início de carreira, seguiam a mesma metodologia, tendo como primeiro passo a seleção de currículos provenientes das melhores universidades do país. Em seguida, era observado o nível de inglês do candidato e se fosse fluente, mesmo que a vaga ainda não exigisse, passavam para a próxima fase. Na última fase restava um grupo de jovens de uma mesma classe social, que estudou nas melhores escolas do País, fluente em inglês e com a vivência de um intercâmbio.

Mudanças

O modo como as empresas avaliam os candidatos está mudando, mas ainda há um longo caminho a percorrer, e apesar dessas exigências ainda serem muito importantes e contarem pontos aos candidatos, elas se contrapõem à ideia de diversidade que as empresas tanto querem. Portanto, é importante ampliar a busca por candidatos para fora de um padrão com um único tipo de perfil.

Processos seletivos mais justos

Um dos papéis do recrutador é, aos poucos, mostrar às empresas que é possível acessar candidatos ideais para as vagas com perfis diferentes do que estão acostumadas. É possível, por exemplo, que para uma vaga inicial, o profissional não necessite de inglês fluente no dia a dia. Se essa é uma habilidade que ele pode adquirir com o tempo, então por que não dar chance a um ótimo candidato sem inglês? Ou ainda, por que dispensar um candidato de uma faculdade menos premiada se ele mostra competências técnicas e comportamentais de alto nível?

Escolha cega

Por este motivo, vem crescendo no Brasil, por exemplo, o que passou a ser chamado de processo seletivo às cegas. Nele, a empresa não conhece as características físicas e sociais dos candidatos e eles são avaliados por projetos e testes. Estes processos são mais comuns fora do Brasil, e servem justamente para evitar qualquer tipo de viés inconsciente em relação ao local de estudo, bairro onde mora e todo o estereótipo que vem agregado a essas características.

Mudando paradigmas

Vivemos em uma sociedade heterogênea e não podemos fugir deste aspecto também dentro das companhias. A experiência de quem tem um time mais diverso mostra resultados positivos, e aos poucos mais e mais empresas vão se abrindo para o novo. O primeiro passo é sempre o mais difícil, a caminhada pode ser cheia de obstáculos, mas a chegada recompensa.

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