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Quando aceitar um salário menor pode ser vantajoso?

4.5

Aceitar um salário menor do que o atual, ou último, pode ser inadmissível ou visto como um retrocesso na carreira na opinião de algumas pessoas, mas esta decisão é muitas vezes mais complexa do que apenas uma questão monetária. Nota-se que algumas vezes o salário menor pode fazer parte de uma estratégia profissional para chegar ao cargo ou empresa almejada, portanto, basear a decisão da escolha do trabalho somente pelo salário, em alguns casos pode não ser a melhor opção.

A escolha

O salário é uma das variáveis que se pondera na decisão por uma posição, talvez a mais importante, para alguns. Entretanto, outras questões devem ser avaliadas, como os benefícios da vaga, a vontade de atuar em determinada organização, e/ ou o status da vaga para o currículo e networking, a oportunidade de trabalhar com determinado gestor que pode ser um expert ou um grande nome da área, e ainda, a possibilidade de uma mudança de área para outra mais atraente para o profissional.

O cenário

Em todas as situações citadas, a aceitação do salário menor é calculada e representa uma aposta de médio a longo prazo para atingir um patamar mais promissor na carreira. Por outro lado, a realidade atual do País nos apresenta um número altíssimo de desempregados e muitas das vagas disponíveis tiveram suas remunerações reduzidas se comparadas aos anos anteriores. É importante se adaptar a este contexto econômico ao negociar o salário de um novo emprego, e também ao avaliar novas oportunidades na carreira.

A movimentação

Entretanto, quando aceito um salário menor, o profissional faz um movimento de downgrade, ou seja, interrompe ou tem a carreira interrompida e precisa se recolocar rapidamente sem muito planejamento ou busca por novas qualificações. Sendo assim, é comum que ele acabe optando por um emprego em que seu potencial não é exigido e que pode ser exercido por outros profissionais menos qualificados.

A análise

Em todo caso, antes de aceitar uma remuneração mais baixa, espera-se que o profissional faça uma avaliação da vaga e do seu plano de carreira. Estes aspectos apontam uma direção a ser seguida de maneira racional. Mas também existem as questões pessoais que contribuem muito para a tomada de uma decisão como essa, como a possibilidade de estar mais tempo com a família ou exercer atividades que melhorem a qualidade de vida, e nessa circunstância não há certo ou errado, apenas causas e consequências.

 

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